domingo, 28 de Setembro de 2008

Última sondagem da Marktest...


PS longe da maioria absoluta e PSD afunda-se
O PCP e o bloco de esquerda têm 23% das intenções de voto. Manuela Ferreira é a menos popular.


José Sócrates ganha sem maioria absoluta, o PSD de Manuela Ferreira Leite não consegue melhor do que em 2005, o Bloco substitui o CDS como terceira força política no Parlamento e confirma, nas urnas, a tendência crescente da esquerda nos últimos meses (com o PCP a manter o resultado das últimas legislativas). Seria assim se as eleições à Assembleia da República fossem hoje, de acordo com os dados da sondagem da Marktest para o Diário Económico, relativos ao mês de Setembro.

As entrevistas foram feitas na semana passada (entre 16 e 20 de Setembro) e já revelam os primeiros impactos de uma ‘rentrée’ política - marcada pela crise internacional - mais ‘tímida’ à direita e mais presente, na rua, à esquerda. Os resultados da projecção de voto para a Assembleia da República mostram que o PS volta a ficar aquém da maioria absoluta que conseguiu em 2005, quando conquistou 45,03% dos votos dos portugueses. Hoje, nas urnas, José Sócrates não conseguiria mais do que 36,1%, mantendo, no entanto, uma distância dilatada relativamente ao maior partido da oposição, o PSD.

Há quase quatro meses em funções, a liderança de Manuela Ferreira Leite fica nos 29,3%, um resultado que só foi pior quando, precisamente há um ano, o PSD vivia a sua primeira convulsão (das duas do último ano). Nessa altura, Luís Marques Mendes deixou a Luís Filipe Menezes uns escassos 27,6% na intenção de voto dos portugueses.

À esquerda, os resultados estabilizam-se em valores de dois dígitos. A CDU regista uma ligeira subida de 11,3% (em Agosto) para 12,6% (em Setembro) e o BE um recuo mínimo de 11,2 para 10,9%. Durante o último ano, só em Fevereiro é que a coligação do PCP e Verdes conseguiu um valor mais alto do que o alcançado agora. Quanto ao Bloco, mantém a intenção de voto nos dois dígitos, uma proeza que conseguiu em Março e que, desde então, ainda não lhe escapou. Nessa altura, o país assistia à maior manifestação de sempre de professores, reunindo 100 mil pessoas na rua contra a avaliação de docentes e o modelo de gestão das escolas propostos pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Já neste Verão, foi o BE que mais marcou a agenda política, com iniciativas cirurgicamente marcadas para zonas balneares.

No CDS houve um novo turbilhão, com Paulo Portas a ter de assumir publicamente o que omitiu durante o último ano: estava sozinho na direcção do partido, sem vice-presidentes. Ainda assim, os democratas-cristãos conseguiram uma subida em 1% nas intenções de voto para 7,1%.

Todos os pequenos beneficiaram com a queda dos dois pesos pesados da política nacional. E a distância que separa PS do PSD continua larga (6,8%).


Sondagem da Marktest, publicada no Diário Económico

1 Comments:

At 29 de Setembro de 2008 6:58, Anonymous Anónimo said...

Já falta pouco para MFL bater o record de PTC em Lisboa -brilhante 'elite'!

Será uma 'hetacombe' nacional -afinal o caso de Lisboa não fez a patetada apreender a sua incompetência, nem reduzir-se à respectiva insignificância.

 

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